Ao longo de séculos, os habitantes do concelho de Proença-a-Nova retiraram dos recursos da terra o que necessitavam para o seu dia a dia. Atualmente, ainda que sob novas roupagens, a floresta continua a ser o denominador comum pelo conjunto de atividades de valor acrescentado que proporciona, como o turismo de natureza, a extração de óleos essenciais, a madeira, a micologia, a retenção de água, a construção da paisagem ou o sequestre de carbono. A urgência de se preservar a diversidade biológica existente deverá levar a que seja criada de forma afirmativa legislação que enquadre as mais valias a pagar pela manutenção das florestas e sua biodiversidade, reconhecendo o seu impacto no bem-estar coletivo e constituindo importante fonte de rendimento para aquelas que todos os dias são seus guardiões.
Para refletir sobre estas e outras temáticas, o Município de Proença-a-Nova promove, no Dia Internacional da Biodiversidade - a 22 e 23 de maio - o BiodivSummit, uma conferência focada precisamente na temática da diversidade biológica, que se realizará no Centro Ciência Viva da Floresta, equipamento que tem procurado promover todos os recursos da floresta.
O projeto do Centro Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova resultou de um desafio lançado pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica à Câmara Municipal de Proença-a-Nova, para a constituição de uma associação que permitisse a criação e gestão de um Centro Ciência Viva sobre a temática da Floresta. Para assegurar esta associação na criação de um espaço e dos respetivos conteúdos foi convidado o Instituto Pedro Nunes.
O elemento programático central deste Centro decorre da conceção da floresta como fonte de conhecimento, sublinhando a necessidade da atualização contínua do conhecimento científico para uma gestão eficaz do meio ambiente, bem como a sua valorização como um elemento central da cultura científica contemporânea.
Partindo da premissa que "sem ciência não há cultura", o Centro Ciência Viva da Floresta oferece aos cidadãos experiências e recursos para incorporarem a ciência na sua cultura e assim capacitá-los para compreenderem o mundo em que vivemos.
Proporcionar uma plataforma interactiva e informativa de apoio aos agentes locais, instituições públicas, comunidades temáticas, escolas e público em geral, com informação variada sobre a Biodiversidade do País a partir da sua centralidade para o seu todo, no apoio e promoção de actividades de investigação e desenvolvimento, empreendedorismo que potenciem a economia circular, objectivos formativos, educacionais, serviços de animação turística, creditação e certificação, entre outros;
Desenvolver e enriquecer o propósito da Rota das Aromáticas na relação com a oferta turística de cada região, especialmente na interioridade, nas zonas rurais e florestais e na relação com a oferta de Ecoturismo; Contribuir para a revitalização das Plantas Medicinais, dinamização e divulgação do seu património local e global, na relação com o domínio da História da Medicina. Fomentar protocolos e parcerias a nível Nacional e Internacional que potenciem os propósitos e as oportunidades de desenvolvimento de projectos estruturantes e capazes de recuperar em cada território/ geografia a vitalidade destes domínios.
Atender à divulgação do património natural e rural de cada região e reforçar os seus argumentos, numa perspectiva de desenvolvimento das suas economias, enquanto centros de atracção turística pelos seus argumentos naturais pela sua biodiversidade e dimensão holística. Promover a adesão e integração de todos quantos se revejam nestas causas. Dar prioridade à promoção da investigação e desenvolvimento na defesa do planeta. Focar no formar, informar e desenvolver eventos e acções de sensibilização, privilegiando o conhecimento e a promoção da biodiversidade.